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SONETO SIMPATIA N° 03 OU DAS DIFICULDADES DE CADA DIA!

Deixar de amar a Terra de Mauá é algo assim
Mais difícil que ver neve na Dr. Monteiro
Que a Vidal se emancipar, não doer pedra no rim
Que a safra do ano contentar todo arrozeiro!

Deixar de amar a Terra de Mauá não é pra mim
É mais difícil que o Ermínio perder dinheiro
Que o Bicheira quebrar, que falir a Votorantin
Que não existir mais carnaval em fevereiro!

Deixar de amar a Terra de Mauá não dá... Não dá!
É mais difícil que as águas não correrem pro mar
Que não gostar da loucura do amigo Neneco...

Mais difícil que passar nas provas do Faneco
Que beber muita cerveja sem lembrar do Geco
Que encontrar apego e guarida em outro lugar!

SONETO SIMPATIA N° 02 OU DA LOUCURA PELAS RUAS!

A Morocha co’a cuscada e um pedaço de pau
A Minda, na gaita de boca, tocando um fado,
O João da Gavina assobiando o Hino Nacional
E a Maria Loca, incorporada, num costado!

O Macaco discursando no palanque central
E o Albertino comprando cabeças de gado
O Sica brindando um traguinho com o Gardenal
E o Ninja exibindo golpes pra todo lado!

Na minha terra era assim, e a gente sorria!
O Rolamento e a Madinha uivando pra lua
Com o Sandro gritando: “-Oi! Oi! Oi!” pela rua...

Na minha terra era assim, e assim se vivia
O Bonito com azia, a Cinquentinha nua
Essa loucura é deles... é minha... e é tua!

SONETO SIMPATIA N°01 OU DO AMOR QUE FOI FEITO!

E o amor se fez no carro, no banco traseiro
Sob as árvores do Prado ou embaixo da ponte
Em alguma extremidade da Dr. Monteiro
O amor fez nascer a luz do sol no horizonte!

E o amor se fez Por Aqui, sempre por inteiro
Na beira da faixa ou no Colina (ali defronte)
Nas areias do Pontal, num calor de janeiro
O amor foi como beber todo o arroio na fonte!

Na campanha... longe dos olhos do vilarejo
Aquecendo o inverno com a tez do desejo
Assim o amor se fez! E o amor é tudo que há!

Nas bolantas... cercanias de alguma lavoura
Sob o Cruzeiro do Sul ao som da Difusora
Assim o amor se fez, em plena Terra de Mauá!